segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Austregésilo Bueno Carrano

Sábado passado, Fernanda e eu nos encontramos com o escritor e militante do movimento antimanicomial, Austregésilo Bueno Carrano. A conversa foi bastante produtiva para montar o perfil. A gravação está prevista na feirinha da Benedito Calixto, onde ele sempre fica à tarde. Agora só temos que agendar a data e montar o questionário.
No próximo dia 15, iremos nos reunir com o psiquiatra e membro da executiva do Movimento de Luta Antimanicomial, Pedro Carneiro. Anotem o endereço: Centro Cultural Popular Consolação,na AV Consolação 1901. Está marcado para as 13h. Às 14 h haverá uma reunião, que poderá nos render alguns depoimentos .....
Abraços!!!!

Secretaria Municipal de Saúde

Bom dia futuros documentaristas,
Hoje pela manhã enviei o pedido de pauta para a Secretaria de Saúde de São Paulo (saudeimprensa@saude.sp.gov.br), que responde pelos CAPs. Pedi o agendamento de entrevista com o coordenador dos CAPs, além de um levantamento dos casos mais interessantes sobre usuários atuais do sistema que têm histórico em hospitais psiquiátricos, e respectivas famílias para engrossar os depoimentos. Pedi para agendar também a visita ao CAPs que atende o maior numero de pessoas para gravar imagens. Por último, pedi dados estatísticos que apontem a redução de internações depois do CAPs, além do universo que utiliza o sistema.
Por favor, quem se habilita a pedir estatísticas no território brasileiro sobre a implantação dos CAPs, só que para o Ministério da Saúde.????

Obs. Alterei a proposta do nosso documentário depois de conversar com a Egle. Por favor, atualizem-se!!!!

Até mais!!!

terça-feira, 4 de setembro de 2007

Endereço Ministério Público

http://www.mp.sp.gov.br/portal/page?_pageid=103,1&_dad=portal&_schema=PORTAL

Rua Riachuelo, 115 - Centro - São Paulo - Brasil - CEP: 01007- 904 - PABX: 3119 9000

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Primeiro pepino para descascar

Bem, primeiro pepino para descascar. A Assessoria de Imprensa da Secretaria da Saúde não autorizou a visita no Juquery. Precisamos, segundo a Diretoria do Hospital, uma autorização emitida pelo Ministério Público. Bem enviei um e-mail para a Diretoria do Hospital pedindo amigavelmente. To mexendo todos os contatos que tenho par conseguir isso. Caso contrário, vamos entrar com um pedido no Ministério Público, sim.

Já fiquem avisados, que vamos ter que lutar agora.

Abraços!

REsposta ao e-mail do psiquiatra Pedro Carneiro

Olá Pedro.

Alguém do grupo irá amanhã nesta reunião, pelo menos para estreitar os laços com vcs. Acho importante, afinal, já conversamos e batemos um papo rápido lá - talvez eu mesmo vá. Qual é o horário melhor, para a gente conversar lá.

Quem bom que vc faz parte da executiva, será que podemos contar com sua entrevista como representante do movimento - qual é seu posto dentro do Movimento? Se a resposta for sim, preciso de um perfil seu (Nome, profissão, idade, formação acadêmica, e pequeno histórico que conte o seu envolvimento com o Movimento, ou seja, como e por que você faz parte do grupo). Caso contrário, precisarei de outro nome que represente o movimento e conceda uma entrevista pro nosso documentário.

Também preciso de um histórico do Movimento, eu achei um blog, mas existe algum site que vcs criaram? .

Hoje, entrei em contato com a Ouvidoria do Juquery para agendar uma visita lá. O pedido tem q ser feito através da ASsessoria de Imprensa da Sec Estado da Saude, já fiz. Vc tem idéia se a situação lá ainda é deplorável? To tentando de todas as formas conseguir autorização para registrar em imagens o interior do Juquery, só espero que eles não barrem - o que, geralmente, acontece.


Abraços,

Valdir

e-mail enviado hoje após contato telefônico com a Assessoria da Secretaria de Estado da Saúde

Pessoal, conversei hoje na Ouvidoria do Juquery, mas antes temos que agendar através da Assessoria de Imprensa da Secretaria da Saúde. Mas o cara da Ouvidoria adiantou que é possível fazer uma visita lá. Hoje de manhã, depois de conversar com a assessoria, enviei o e-mail requisitando o agendamento e outras cositas mais.
Saudações Thaís,

Sou Valdir de Oliveira, integrante de um dos cinco estudantes secundaristas do curso de Jornalismo da Anhembi-Morumbi - Centro, que está a frente da execução do mini-documentário de 30 minutos sobre a Reforma Psiquiátrica. Nosso projeto vai abordar a questão da reforma na do Movimento de Luta Antimanicomial e na ótica da Associação Brasileira de Psiquiatria. Teremos três personagens que passaram por hospitais psiquiátricos que darão seus depoimentos, além de especialistas que darão pinceladas sobre o tema. Queremos, à princípio, visitar o Complexo Psiquiátrico Juquery, em Franco da Rocha, (se possível, nesta sexta-feira, que é feriado e mais fácil para reunir o grupo - caso contrário, numa data próxima) para laboratório e para ampliar nosso campo de pesquisa. Mas, com certeza, gostaríamos também de agendar a gravação de imagens e entrevistar o representante da instituição. Não tenho muitas informações sobre o hospital, mas parece que ele teve algumas alas desativadas, passou por reestruturação.

Aproveitando, como estamos falando da reforma psiquiátrica, também seria interessante gravar entrevista com o responsável pelos CAPs no Estado, além de visitar um centro aqui em sampa e também colher imagens.

Estamos fechando as entrevistas. Isso significa que começamos a gravar ainda neste mês. Nosso prazo é até início de novembro. Em dezembro, ele tem que estar pronto. Ou seja, nosso prazo é curtíssimo. O projeto será a nota final da disciplina de Projeto Jornalístico Informativo - uma espécie de mini-TCC, que a universidade promove, no final do segundo ano de curso.

Aguardo retorno,

Abraços,


Valdir de Oliveira

Resposta do e-mail do psiquiatra Pedro Carneiro, membro da executiva do Movimento de Luta Antimanicomial

OLÁ VALDIR!

Achei legal a proposta de vocês.Existe aqui em São Paulo o Fórum Paulista da Luta Antimanicomial que será no dia 29/09 com vários militantes e ongs presentes.terça estarei na reunião da ONG Vida em ação, será no nosso local de reunião no Centro Cultural Popular Consolação,na AV Consolação 1901, quase em frente ao cemitério.Mas acho que o melhor momento será no dia 29/09.O telefone do Paulo é(021)22605999-FIOCRUZ.
Não sei se lhe foi dito mas, sou Médico psiquiatra e Homeopata,Membro da executiva nacional do Movimento Antimanicomial e Representante deste no Grupo de Direitos humanos e Saúde mental da Secretaria nacional de direitos humanos.

Abraço
Pedro Carneiro.

domingo, 2 de setembro de 2007

Novidades !!!

Oi galera!!!! Hoje conversei com o psiquiatra Pedro Carneiro, que integra o grupo de discussões do Movimento de Luta Antimanicomial. Ele informou que irá ter uma reunião do grupo na terça. Seria legal alguns de nós irmos até la..ele vai me passar os dados do local. Já mandei o e-mail para ele com nossa proposta.

Conversei com o Austregésilo, ele vai checar o e-mail, mas topou se encontrar com a gente para discutir o documentario, ele topa, a principio. Outro entrevistado é minha mãe, ela topou! Precisamos de um terceiro - pedi sugestão pro Pedro Carneiro, ele deve ter alguma.

Segunda vou ver a possibilidade de irmos visitar o Juqueri. Também pedi ao Pedro uma fonte lá dentro, que abra as portas para nós.

Fernanda já colocou os tópicos no blog, blz. Ela não porderá ir na terça no grupo, mas já topou em ir no juqueri, se eu conseguir nesta sexta. Alguém vai ter de ir na universidade pra entregar os tópicos e pedir um prazo para o questionário, afinal estamos quase fechando com os personagens, e outra pessoa terá de ir pra reunião do grupo do movimento. Infelizmente, vamos ter que nos esforçarmos se quisermos que dê certo.

Até mais!!!!
Oi gente.
Seguem os tópicos:
"Delimitação do tema"
"Objetivo geral"
"Objetivos específicos"
"Justificativa"


1.1 Delimitação do tema
Em abril de 2001 O Congresso Nacional sancionou a Lei nº 10.216, também conhecida como “Lei Paulo Delgado” e como “Lei da Reforma Psiquiátrica”, que institui um novo modelo de tratamento aos transtornos mentais no Brasil. Ela orienta e define os cuidados que devem ser dispensados aos portadores de transtornos mentais pelo Estado, além de estabelecer os direitos dos pacientes e regular as internações psiquiátricas. Ela prevê a substituição dos hospitais psiquiátricos por centros de atenção psicossocial, os chamados CAPs, modelo implantado em Trieste, na Itália.
Os CAPs são unidades de atendimento intensivo e diário e contam com a presença de diversos profissionais como psicólogo, psiquiatra, enfermeiro, auxiliar de enfermagem, assistente social, terapeuta ocupacional, nutricionista, estagiários, “oficineiros”, cozinheiros, faxineiros e vigias. Os Centros oferecem cuidados (cuidados intensivos, semi-intensivos ou não intensivos) a pacientes diagnosticados como neuróticos ou psicóticos graves que já tenham histórico de internação e/ou tratamento. Ao contrário do tratamento oferecido no hospital psiquiátrico, os CAPs apresentam um modelo de tratamento alternativo permitindo que os usuários recebam atendimento mas também que permaneçam mais tempo junto às famílias e comunidades. A proposta dos Centros é de oferecer tratamento e incentivar a reinserção social dos pacientes.
A previsão da extinção dos hospitais psiquiátricos conhecidos também como manicômios e hospícios despertou o questionamento sobre o destino e o tratamento das pessoas classificadas como loucas pela sociedade civil. Outro ponto a ser discutido são as alternativas que restam às famílias de baixa renda para cuidar, assistir e zelar pela integridade física e emocional de seus entes doentes, partindo da premissa que não possuem condições de transformar suas residências em clínicas de recuperação, e muito menos abdicar de seu tempo para prestar a atenção necessária.
O presente trabalho consiste em produzir um documentário que explore essas questões ligadas à implantação dos CAPs. A proposta é apresentar a história de pessoas que já passaram por tratamentos em instituições psiquiátricas assim como famílias de origens humildes e privilegiadas envolvidas neste processo para mostrar como é tratada a loucura de acordo com a classe social. Ainda neste aspecto serão entrevistadas pessoas que vivem na rua por terem sido rejeitadas pela família e aquelas esquecidas em hospitais psiquiátricos, que, em determinados casos, não podem sair das instituições por incapacidade de reintegração social ou por oferecerem riscos a si mesmos.
Para discutir a implantação do novo modelo de tratamento de saúde mental iremos entrevistar diretores ou responsáveis pelos CAPs, incluindo ainda a opinião das instituições psiquiátricas. Como contraponto, entrevistaremos antropólogos e psiquiatras para entender melhor este processo e também para esclarecermos o que é a loucura e o que leva uma pessoa ser considerada louca. Entrevistaremos também pessoas da sociedade civil leigas no assunto para saber o que é a loucura na visão delas.
O tema apresenta relevância social e cultural, uma vez que leva toda a sociedade a refletir sobre os prós e os contras em relação à desinstitucionalização das pessoas consideradas loucas.


1.2 Objetivo Geral (o que se pretende com o projeto)
O documentário se propõe a apresentar quais alternativas restam às famílias de baixa renda que possuam um parente necessitado de tratamento psiquiátrico considerando a implantação dos CAPs, Centros de Atenção Psicossocial. Os Centros são unidades que oferecem tratamento diário permitindo, no entanto, que o paciente retorne ao final do dia para casa e para o convívio social. O objetivo é despertar a discussão sobre um assunto delicado, muitas vezes marginalizado e que sofre descaso da sociedade.

1.3 Objetivos Específicos (outros apontamentos sobre o que se espera do trabalho)
Apresentar depoimentos de pessoas que passaram por tratamentos em instituições psiquiátricas e de pacientes que utilizam ou utilizaram os atendimentos dos CAPs, Centros de Atenção Psicossocial. Os depoimentos consistem em esclarecer as diferenças entre o tratamento de longa permanência e regime asilar e o tratamento oferecido diariamente pelos CAPs, que permite o retorno do paciente ao convívio familiar e com a comunidade.
Mostrar também a opinião de psiquiatras, instituições psiquiátricas, sobre a questão da desinstitucionalização dos centros psiquiátricos e a implantação dos CAPs como alternativa de tratamento para determinadas afecções psiquiátricas. Dessa maneira é possível conhecer as opiniões profissionais relacionadas às vertentes a favor e contra o fim dos hospitais psiquiátricos. Entrevistar antropólogos e pessoas leigas da sociedade civil sobre o que é a loucura e o que leva uma pessoa ser considerada louca.

1.4 Justificativa (descrever e conceituar a importância do tema)
O documentário se propõe à refletir sobre a questão da desinstitucionalização das instituições psiquiátricas e a viabilidade do modelo de tratamento oferecido pelos CAPs, Centros de Atenção Psicossocial para as famílias de baixa renda que dependem de atenção psiquiátrica para um determinado parente. Essas pessoas têm nome, endereço, RG e CPF, mas devido a um transtorno mental ou doença são impossibilitadas de agirem dentro das leis regidas pela Constituição Federal.
O assunto também abre precedentes para discussão sobre os fundamentos da psiquiatria clássica. O trabalho tem a intenção de mostrar as vertentes de especialistas que são a favor e os que são contra ao fim dos hospitais psiquiátricos contribuindo para uma discussão sobre o tratamento destinado às pessoas cometidas por afecções psiquiátricas.


Achei alguns sites interessantes, inclusive de 1 livro sobre os CAPs. Tem bastante coisa interessante sobre a criação deles, a história, como começou, etc... Estou dando uma olhada pra organizar as informações q vamos usar. Seguem os links interessantes:

http://inovando.fgvsp.br/conteudo/documentos/20experiencias1999/12%20-%20caps.pdf
http://www.24horasnews.com.br/index.php?mat=226028
http://www.ensp.fiocruz.br/radis/38/capa.html
http://portal.saude.gov.br/portal/aplicacoes/noticias/noticias_detalhe.cfm?co_seq_noticia=27808
http://www.24horasnews.com.br/index.php?mat=226028
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/leis_2001/l10216.htm
http://pt.wikipedia.org/wiki/Lei_n%C2%BA_10.216_(6_de_abril_de_2001)


See ya!

sábado, 1 de setembro de 2007

Contatos Juqueri

Departamento Psiquiátrico Juquery - Franco da Rocha - Departamento Psiquiátrico II - Franco da Rocha

Descrição
O Departamento Psiquiátrico II (Juquery) atende pacientes com problemas mentais crônicos e agudos, sendo referência na área de agudos, para os cinco municípios que compõem a Região de Saúde IV - Franco da Rocha (Caieiras, Cajamar, Francisco Morato, Franco da Rocha e Mairiporã); pacientes crônicos com necessidade de internação, em acordo com a Lei Federal n° 10.216/01; atendimento de pronto socorro psiquiátrico; unidades de curta permanência (masculina e feminina); ambulatório de saúde mental e hospital-dia.
E-mail: juquery@juquery.sp.gov.br (Informação sobre o serviço)
Telefone: (11) 4449-5111 (Informação sobre o serviço)
Órgão Responsável:
Secretaria da Saúde
Órgão Prestador:
Departamento Psiquiátrico II - Franco da Rocha
E-mail do Órgão Prestador:
http://www.cidadao.sp.gov.br/contato.php?prestador=122
Endereço do Órgão Prestador: Avenida dos Coqueiros 300 - CEP: 07780-000 - Franco da Rocha
Telefone do Órgão Prestador : Fone: (11) 4449-5111Fax: (11) 4449-5111 ramal 643
Ouvidoria
Nome: Quedayr Garcia de Souza Hagui/Viviane Franco Pinto
Telefones:
Fone: (11) 4449-5111 ramal: 616Fax: (11) 4449-5111 ramal 643
E-mail:
http://www.cidadao.sp.gov.br/contato.php?ouv=196
Endereço: Avenida dos Coqueiros 300 - CEP: 07780-000 - Franco da Rocha
Horário de Atendimento: das 9:00 às 16:00
DEPARTAMENTO PSIQUIÁTRICO II (antigo Juquery) (estadual)
Avenida dos Coqueiros, s/nCep: 07850-320 - Centro - Franco da Rocha - SPTelefone: (0xx11) 4449-5111 Ramal: 147 / 154 / 647Fax: (0xx11) 4449-5176Presidente da Coreme: Drª. Maria Alice ScardoelliE-mail: nucleoassistencial@juquery.sp.gov.br

Juqueri Dados Wikipédia

O Hospital Psiquiátrico do Juqueri é uma das mais famosas colônias psiquiátricas do Brasil, localizada em Franco da Rocha, estado de São Paulo.
Fundado em 1898 pelo psiquiatra paulista Franco da Rocha, o Asilo de Alienados do Juqueri passa a denominar-se Hospital e Colônias de Juqueri em 1929. Enfrentou a explosão migratória dos anos 60 provocada pelo desenvolvimento industrial, que contribuiu para o aumento do desemprego, mendicância e marginalidade.

Reforma psiquiátrica
Em 1968 chegou a ter mais de 14 mil internados. Um pavilhão para menores foi inaugurado em 1922 e em 1957, do total de doentes 3.520 eram crianças.
Num só ano a população de pacientes aumentou em quase quatro mil pessoas, passando de 7.099 em 1957 para 11.009 em 1958.
Em 1981 o complexo contava 4.200 pacientes entre o Juqueri e o Manicômio Judiciário, instalados na mesma área. Além desses, vários órgãos públicos, como escolas, Corpo de Bombeiros, 26º Batalhão da Polícia Militar, lixão e até invasores de terra situam-se na Fazenda Juqueri, com 1.100 hectares ou 731 quilômetros quadrados de área. Tratava-se de uma instituição prestando atendimento aos municípios de Franco da Rocha, Francisco Morato, Cajamar, Caieiras e Mairiporã, no conjunto com cerca de 400 mil habitantes. Esses municípios formaram-se a partir do hospital.
O diagnóstico de 1995 detectou 1.800 internos, 9% dos quais em condição de alta; 13% de deficientes físicos/mentais; 21% de idosos sem doença mental primária; 21% em condição de reinserção social; 36% de doentes mentais em condição de reabilitação.
em 1998, havia 1.411 internos (741 homens e 670 mulheres) e nenhuma criança. A maioria (47%) tinha entre 41 e 60 anos, estava sob os cuidados de 2.213 funcionários (médicos, técnicos e administrativos).
Além da redução do número de internos a administração implantou um programa de resgate da cidadania de pacientes, funcionários e moradores. O funcionário passa por cursos de aperfeiçoamento profissional e os pacientes voltam cada vez mais ao convívio com a sociedadee recebem incentivo à manifestação artística, como pintura, escultura e artesanato.
Os pacientes, porém, continuam vagando, mas a diferença é que o Juqueri podia, no passado, ser comparado a um campo de concentração. Hoje melhorou-se a ambiência e os pacientes são tratados com dignidade. Busca-se no Juqueri a vocação para ser uma instituição de saúde mental e assistência integral, que faz reabilitação. Neste movimento, identificaram-se pacientes, providenciaram-se documentos, localizaram-se famílias e reintegraram-se alguns pacientes, providenciaram-se aposentadorias, contas bancárias, poupanças e foi feita uma comissão de internos. Os pacientes andam sozinhos pela cidade quando têm autonomia para cuidar-se. Em geral, são idosos abandonados pela família que o Juqueri mantém abrigados. Alguns deles trabalham durante o dia e retornam à casa ao anoitecer.

Bibliografia
Evelin Naked de Castro Sá - "Uma organização política complexa do setor saúde — o Conjunto Juqueri em São Paulo".