sexta-feira, 31 de agosto de 2007

Vamos agitar pessoal!!!! O prazo é curto!

Salutations folks!!!!

Conversei hoje com o assessor de imprensa da Associação Brasileira de Psiquiatria, Danilo Maeda - danilo@assessoriaonline.com.br . Vou mandar a proposta para ele. Ele vai ver quem pode falar sobre o assunto. Deixei recado na caixa postal da Patricia Villa Bôas, do movimento antimanicomial.
Galera precisamos agilizar o processo. Priorizar telefonema pra adiantar o assunto. Tentei por e-mail contato, mas não adianta. O lance é falar por telefone e se o cara pedir enviar o email. Senão não vai rolar. Fer, vamos cobrar o Austregesilo, me passa o email e o telefone. Vamos pressionar, con jeitinho é claro. Já temos que começar a gravar.
Paulo Amarante, achei alguns telefones por consulta na Telefonica: 6705-0852 / 3714-6936 / 3966-0972. Quem pode checar, plz???
O Blog tá muito parado!!!!vamos agitar!!!!
Fer e eu vamos trabalhar no texto dos tópicos que a Egle precisa, mas já temos que ter o perfil...e perguntas do nosso entrevistado chave.... por enquanto é o Astro!!! Mas precisamos ter planos B e C....geeeeeeeeeeeeeente...sessão brainstorm....vamos raciocinar...
Cristiano tem como meta arrumar uma fonte dentro do Juqueri para abrir as portas para nossa entrada. Ele também tem um fórum, ou congresso interessante em outubro. bem...meio tardio, mas vamos ver o que rola...
Fuiii...

terça-feira, 21 de agosto de 2007

Austregésilo Carrano Bueno é um escritor brasileiro, integrante do Movimento da Luta Antimanicomial. Autor do livro Canto dos Malditos onde conta sua experiência nos hospitais psiquiátricos e denuncia os absurdos cometidos diariamente nessas instituições. O livro baseou o premiado filme "Bicho de Sete Cabeças".

História
Tudo começou quando o pai de Austregésilo encontrou alguns cigarros de
maconha no bolso de uma jaqueta do filho. Assustado, resolveu interná-lo (então com 17 anos) em um hospital psiquiátrico, para tratar de seu vício (embora admitisse que era apenas usuário). Exames médicos acusaram esquizofrenia. Em um período de três anos, Austregésilo foi transferido de um hospital a outro, submetido a torturas e eletrochoques (no total de 21 sessões). Isso durou até que, desesperado, ateou fogo em sua própria cela. O ato despertou seu pai, que o tirou do manicômio.
O livro
O autor foi a primeira pessoa no
Brasil a mover uma ação indenizatória por erros de diagnóstico, tratamentos torturantes e crimes contra médicos psiquiatras, em 13 de maio de 1998. Porém, foi condenado pelo Tribunal de Justiça do Paraná a pagar a médicos psiquiatras e seus familiares 60 mil reais de indenização por danos morais devido as críticas aos "médicos" contidas em seu livro. Uma segunda ação, agora por parte das famílias dos médicos mencionados em seu livro, conseguiu que o "Canto dos Malditos" fosse retirado de circulação das lojas e livrarias de todo o país.

Austregésilo Carrano Bueno
Hoje é o atual Representante Nacional dos Usuários na Reforma Psiquiátrica do Brasil. Homenageado em 28/05/2003 pelo Ministério da Saúde e pelo Presidente da República Sr. Luiz Inacio Lula da Silva, por sua Luta e Empenho na Construção da Rede Nacional de Trabalhos Substitutivos aos Hospitais Psiquiátricos no Brasil.

Obras e atividades do autor
Palestrante sobre Saúde Mental. Temas: Pequeno histórico da proliferação das Côlonias e Hospícios no Brasil; Fortunas Psiquiátricas Brasileiras; Holocausto Psiquiátrico Brasileiro com mais de trezentas mil mortes num total de seiscentas mil vítimas psiquiátricas em menos de cem anos de uma falsa psiquiatria; Indenizações Dignas como as pagas aos Presos Políticos as Vítimas do Holocausto Psiquiátrico; Nova Visão, Tratamentos e Conceitos sobre Saúde Mental; Preconceitos Sociais; Rede Nacional de Trabalhos Substitutivos aos Hospitais Psiquiátricos...
O livro Canto dos Malditos já é indicado em mais de 20 Universidades e Faculdades de Psicologia, Assistentes Sociais, Terapias Ocupacionais, Direito, Enfermagem e outras.
Textos - Teatro (esgotado, a espera de nova Editora) Seis peças para Teatro.
Um dos textos, premiado da ECO 92, adaptado pelo autor para livro infanto-juvenil com o titulo provisório de SOS... Os senhores egoístas avarentos de tudo estão devorando a mãe natureza.Pronto e ilustrado a espera de Editora.
Filhas da noite. Pronto a espera de Editora.


Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Austreg%C3%A9silo_Carrano_Bueno

Bicho de Sete Cabeças: http://www.bichodesetecabecas.com.br/

Perfil Paulo Amarante (uma boa fonte)

Paulo Amarante é capixaba de Colatina. No Rio de Janeiro especializou-se em psiquiatria e se tornou um dos pioneiros do movimento brasileiro de reforma psiquiátrica. Foi Presidente Nacional do Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (CEBES), Editor da Revista Saúde em Debate e representante eleito do Movimento Nacional da Luta Antimanicomial na Comissão Intersetorial de Saúde Mental do Conselho Nacional de Saúde. É Mestre em Medicina Social, Doutor em Saúde Pública e Doutor honoris causa da Universidade Popular das Madres da Plaza de Mayo. É autor e organizador de vários livros, dentre eles Loucos pela vida – A trajetória da Reforma Psiquiátrica no Brasil, O Homem e a serpente – Outras histórias para a loucura e a psiquiatria; Psiquiatria Social e Reforma Psiquiátrica, Archivos de Saúde Mental e Atenção Psicossocial e Ensaios: subjetividade, Saúde Mental, Sociedade.É Coordenador do Grupo de Trabalho em Saúde Mental da Abrasco, membro da Diretoria Nacional do CEBES (e novamente Editor da Revista Saúde em Debate) e Professor e Pesquisador Titular e Coordenador do Laboratório de Estudos e Pesquisas em Saúde Mental e Atenção Psicossocial (LAPS) da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca da Fundação Oswaldo Cruz (ENSP/FIOCRUZ).
Obs. Mandei e-mail para ele hoje.

Fontes Associação Brasileira de Psiquiatria e Observatório de Saúde Mental

http://www.abpbrasil.org.br/ . O presidente Josimar Mata de Farias França defende o modelo de assistência psiquiatrica centrado nos hospitais. Mandei e-mail hoje de manhã para a assessoria de imprensa deles solicitando um entrevistado.

ABP - São Paulo
Rua Pedro de Toledo, 967 C1 - Vila ClementinoCEP: 04039-032Telefone: (0xx11) 5549.6699Fax: (0xx11) 5579.6210Cidade: São Paulo - SP
Assessoria de Imprensa ABPTelefone: (0xx11) 4123.1419E-mail: mailto:danilo@assessoraonline.com.br

http://www.osm.org.br/osm.aspx. Entidade que luta pela reforma psiquiatrica. Não achei o telefone, ms eles têm um link Fale Conosco. Enviei e-mail, hoje de manhã, comentando sobre nossa proposta de mini-documentário. Solicitei uma fonte de expressão que defenda a reforma psiquiátrica. Vamos aguardar esta semana para saber se teremos resposta.

Movimento antimanicomial - Fonte

Há 17 anos no dia 18 de maio é realizado o Movimento Nacional de Luta Antimanicomial, cujo objetivo é fechar os manicômios e hospícios brasileiros tendo como meta despertar a tolerância na sociedade em relação às pessoas que sofrem de transtornos mentais. Achei esse contato que poderá ser de grande valia para nosso projeto. Maiores informações com Patricia Villas-Bôas pelo e-mail patvillasboas@ig.com.br ou pelo fone (11)8326-4984.

Dados - fonte: Wikipédia (http://pt.wikipedia.org/wiki/Luta_Antimanicomial)

O Movimento Antimanicomial , também conhecido como Luta Antimanicomial, se refere a um processo mais ou menos organizado de transformação dos Serviços Psiquiátricos, derivado de uma série de eventos políticos nacionais e internacionais
O termo costuma ser usado de modo generalizante e pouco preciso o Movimento Antimanicomial tem o dia 18 de maio como data de comemoração no calendário nacional brasileiro. Esta data remete ao Encontro dos Trabalhadores da Saúde Mental, ocorrido em 1987, na cidade de Bauru, no estado de São Paulo.
Na sua origem, esse movimento está ligado à Reforma Sanitária Brasileira da qual resultou a criação do Sistema Unico de Saúde - (SUS); está ligado também à experiência de desinstitucionalização da Psiquiatria desenvolvidas em Gorizia e em Trieste, na Itália, por Franco Basaglia nos anos 60.
Como processo decorrente deste movimento, temos a Reforma Psiquiátrica, definida pela Lei 10216 de 2001 (Lei Paulo Delgado) como diretriz de reformulação do modelo de Atenção à Saúde Mental, transferido o foco do tratamento que se concentrava na instituição hospitalar, para uma Rede de Atenção Psicossocial, estruturada em unidades de serviços comunitários e abertos.
Segundo os estudos do Dr.Paulo Amarante, coordenador do livro Loucos Pela Vida: a Trajetória da Reforma Psiquiátrica no Brasil [1], a reforma psiquiátrica é um processo complexo [2], pode-se registrar como evento inaugural, desse movimento, a crise institucional vivida pela Divisão de Saúde Mental,(DINSAM) na década de setenta.

sábado, 18 de agosto de 2007

Passo a passo inicial

Entrevistas:
pessoas que foram internadas e estão internadas (depoimentos);
pessoas que foram rejeitadas pelas famílias e vivem na rua ou "moram em hospícios";
diretor de um CAP ou o responsável pelo gerenciamento dos centros no País ou Estado;
diretor de hospício ou manicômio ou sanatório (podem ser dois com opiniões distintas sobre o fim das instituições);
antropólogos (para discutir a exclusão social dos loucos e o comportamento da sociedade perante a esse problema social);
psiquiatras (um que concorde com a reforma psiquiátrica e outro desfavorável ao processo);
famílias envolvidas (rica e pobre);

Reforma psiquiátrica (dados)

Transformar o modelo assistencial em saúde mental e construir um novo estatuto social para o louco: o de cidadão. Ela não pretende eliminar o tratamento clínico, mas eliminar a prática do internamento como forma de exclusão social. Propõe-se a criação de uma rede de serviços territoriais de atendimento psicossociais, de base comunitária, os quais são chamados centros de atenção psicossociais (CAPs) - leia abaixo a Portaria nº 224, de 1992.
A lei federal 10.216, de 6 de abril de 2001 regulamenta o tratamento às pessoas com transtornos mentais e direciona como deve ser esse tratamento. Resumindo: lança o estopim para a extinção dos hospitais psiquiátricos.
Segue a lei abaixo:
Lei 10.216 de 6 de abril de 2001
Dispõe sobre a proteção e os direitos das pessoas portadoras de transtornos mentais e redireciona o modelo assistencial em saúde mental.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA
Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1o Os direitos e a proteção das pessoas acometidas de transtorno mental, de que trata esta Lei, são assegurados sem qualquer forma de discriminação quanto à raça, cor, sexo, orientação sexual, religião, opção política, nacionalidade, idade, família, recursos econômicos e ao grau de gravidade ou tempo de evolução de seu transtorno, ou qualquer outra.

Art. 2o Nos atendimentos em saúde mental, de qualquer natureza, a pessoa e seus familiares ou responsáveis serão formalmente cientificados dos direitos enumerados no parágrafo único deste artigo.

Parágrafo único. São direitos da pessoa portadora de transtorno mental:

I - ter acesso ao melhor tratamento do sistema de saúde, consentâneo às suas necessidades;
II - ser tratada com humanidade e respeito e no interesse exclusivo de beneficiar sua saúde, visando alcançar sua recuperação pela inserção na família, no trabalho e na comunidade;
III - ser protegida contra qualquer forma de abuso e exploração;
IV - ter garantia de sigilo nas informações prestadas;
V - ter direito à presença médica, em qualquer tempo, para esclarecer a necessidade ou não de sua hospitalização involuntária;
VI - ter livre acesso aos meios de comunicação disponíveis;
VII - receber o maior número de informações a respeito de sua doença e de seu tratamento;
VIII - ser tratada em ambiente terapêutico pelos meios menos invasivos possíveis;
IX - ser tratada, preferencialmente, em serviços comunitários de saúde mental.

Art. 3o É responsabilidade do Estado o desenvolvimento da política de saúde mental, a assistência e a promoção de ações de saúde aos portadores de transtornos mentais, com a devida participação da sociedade e da família, a qual será prestada em estabelecimento de saúde mental, assim entendidas as instituições ou unidades que ofereçam assistência em saúde aos portadores de transtornos mentais.

Art. 4o A internação, em qualquer de suas modalidades, só será indicada quando os recursos extra-hospitalares se mostrarem insuficientes.

§ 1o O tratamento visará, como finalidade permanente, a reinserção social do paciente em seu meio.

§ 2o O tratamento em regime de internação será estruturado de forma a oferecer assistência integral à pessoa portadora de transtornos mentais, incluindo serviços médicos, de assistência social, psicológicos, ocupacionais, de lazer, e outros.

§ 3o É vedada a internação de pacientes portadores de transtornos mentais em instituições com características asilares, ou seja, aquelas desprovidas dos recursos mencionados no § 2o e que não assegurem aos pacientes os direitos enumerados no parágrafo único do art. 2o.

Art. 5o O paciente há longo tempo hospitalizado ou para o qual se caracterize situação de grave dependência institucional, decorrente de seu quadro clínico ou de ausência de suporte social, será objeto de política específica de alta planejada e reabilitação psicossocial assistida, sob responsabilidade da autoridade sanitária competente e supervisão de instância a ser definida pelo Poder Executivo, assegurada a continuidade do tratamento, quando necessário.

Art. 6o A internação psiquiátrica somente será realizada mediante laudo médico circunstanciado que caracterize os seus motivos.

Parágrafo único. São considerados os seguintes tipos de internação psiquiátrica:

I - internação voluntária: aquela que se dá com o consentimento do usuário;
II - internação involuntária: aquela que se dá sem o consentimento do usuário e a pedido de terceiro; e
III - internação compulsória: aquela determinada pela Justiça.

Art. 7o A pessoa que solicita voluntariamente sua internação, ou que a consente, deve assinar, no momento da admissão, uma declaração de que optou por esse regime de tratamento.
Parágrafo único. O término da internação voluntária dar-se-á por solicitação escrita do paciente ou por determinação do médico assistente.

Art. 8o A internação voluntária ou involuntária somente será autorizada por médico devidamente registrado no Conselho Regional de Medicina - CRM do Estado onde se localize o estabelecimento.

§ 1o A internação psiquiátrica involuntária deverá, no prazo de setenta e duas horas, ser comunicada ao Ministério Público Estadual pelo responsável técnico do estabelecimento no qual tenha ocorrido, devendo esse mesmo procedimento ser adotado quando da respectiva alta.

§ 2o O término da internação involuntária dar-se-á por solicitação escrita do familiar, ou responsável legal, ou quando estabelecido pelo especialista responsável pelo tratamento.

Art. 9o A internação compulsória é determinada, de acordo com a legislação vigente, pelo juiz competente, que levará em conta as condições de segurança do estabelecimento, quanto à salvaguarda do paciente, dos demais internados e funcionários.

Art. 10. Evasão, transferência, acidente, intercorrência clínica grave e falecimento serão comunicados pela direção do estabelecimento de saúde mental aos familiares, ou ao representante legal do paciente, bem como à autoridade sanitária responsável, no prazo máximo de vinte e quatro horas da data da ocorrência.

Art. 11. Pesquisas científicas para fins diagnósticos ou terapêuticos não poderão ser realizadas sem o consentimento expresso do paciente, ou de seu representante legal, e sem a devida comunicação aos conselhos profissionais competentes e ao Conselho Nacional de Saúde.

Art. 12. O Conselho Nacional de Saúde, no âmbito de sua atuação, criará comissão nacional para acompanhar a implementação desta Lei.

Art. 13. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 6 de abril de 2001.
FERNANDO HENRIQUE CARDOSO
Jose GregoriJosé SerraRoberto Brant

Este texto não substitui o publicado no D.O.U. de 9.4.2001


Portaria que institui os CAPs

Portaria SNAS Nº 224 /92 - 29 de janeiro de 1992.
PUBLICADO NO DOU (Diário Oficial da União) DE 30.01.92
O Secretário Nacional de Assistência à Saúde e Presidente do INAMPS, no uso das atribuições do Decreto Nº 99244 de 10 de maio de 1990 e tendo em vista o disposto no artigo XVIII da Lei n?. 8.080 de 19 de setembro de 1990, e o disposto no parágrafo 4 da Portaria 189/91, acatando Exposição de Motivos (17/12/91), Coordenação à Saúde Mental, do Departamento de Programas de Saúde, da Secretaria Nacional de Assistência à Saúde, do Ministério da Saúde, estabelece as seguintes diretrizes e normas:

Resolve:
1 - DIRETRIZES: - organização de serviços baseada nos princípios de universalidade, hierarquização, regionalização e integralidade das ações; - diversidade de métodos e técnicas terapêuticas nos vários níveis de complexidade assistencial; - garantia da continuidade da atenção nos vários níveis; - multiprofissionalidade na prestação de serviços; - ênfase na participação social desde a formulação das políticas de saúde mental até o controle de sua execução; - definição dos órgãos gestores locais como responsáveis pela complementação da presente Portaria normativa e pelo controle e avaliação dos serviços prestados.

2 - NORMAS PARA O ATENDIMENTO AMBULATORIAL (SISTEMA DE INFOR-MAÇÕES AMBULATORIAIS DO SUS)

1 - Unidade Básica, Centro de Saúde e Ambulatório 1.1 - O atendimento em saúde mental prestado em nível ambulatorial compreende um conjunto diversificado de atividades desenvolvidas nas unidades básicas/centros de saúde e/ou ambulatórios especializados, ligados ou não a policlínicas, unidades mistas ou hospitais.

1.2 - Os critérios de hierarquização e regionalização da rede bem como a definição da população referência de cada unidade assistencial serão estabelecidas pelo órgão gestor local.

1.3 - A atenção aos pacientes nestas unidade de saúde deverá incluir as seguintes atividades desenvolvidas por equipes multiprofissionais: - atendimento individual (consulta, psicoterapia, dentre outros); - atendimento grupal (grupo operativo, terapêutico, atividades socioterápicas, grupos de orientação, atividades de sala de espera, atividades educativas em saúde); - visitas domiciliares por profissional de nível médio ou superior; - atividades comunitárias, especialmente na área de referência do serviço de saúde.

1.4 - Recursos Humanos Das atividades acima mencionadas, as seguintes poderão ser executadas por profissionais de nível médio: - atendimento em grupo (orientação, sala de espera); - visita domiciliar;, - atividades comunitárias.

A equipe técnica de Saúde Mental para atuação nas unidades básicas/centros de saúde deverá ser definida segundo critérios ao órgão gestor local, podendo contar com equipe composta por profissionais especializados médico psiquiatra, psicólogo e assistente social) ou com equipe integrada por outros profissionais (médico generalista, enfermeiro, auxiliares, agentes de saúde). No ambulatório especializado, a equipe multiprofissional deverá ser composta por diferentes categorias de profissionais especializados l médico psiquiatra, médico clínico, psicólogo, enfermeiro, assistente social, terapeuta ocupacional, fonoaudiólogo, neurologista e pessoal auxiliar), cuja composição e atribuições serão definidas pelo Órgão Gestor Local.

2 - NÚCLEOS / CENTROS DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL (NAPS / CAPS):

2.1- Os NAPS/CAPS são unidades de saúde locais/regionalizadas, que contam com uma população adscrita definida pelo nível local e que oferecem atendimento de cuidados intermediários entre o regime ambulatorial e a internação hospitalar, em um ou dois turnos de 4 horas, por equipe multiprofissional.

2.2 - Os NAPS/CAPS podem constituir-se também em porta de entrada da rede de serviços para as ações relativas à saúde mental, considerando sua característica de unidade de saúde local e regionalizada. Atendem também a pacientes referenciados de outros serviços de saúde, dos serviços de urgência psiquiátrica ou egressos de internação hospitalar. Deverão estar integrados a uma rede descentralizada e hierarquizada de cuidados em saúde mental.

2.3 - São unidades assistenciais que podem funcionar 24 horas, por dia, durante os sete dias da semana durante os cinco dias úteis, das 8:00 às 18:00h, segundo definições do Órgão Gestor Local. Devem contar com leitos para repouso eventual.

2.4 - A assistência ao paciente no NAPS/CAPS inclui as seguintes atividades: - atendimento individual (medicamentoso, psicoterápico, de orientação entre outros); - atendimento grupos (psicoterapia, grupo operativo, atendimento em oficina terapêutica, atividades socioterápicas, dentre outras); - visitas domiciliares; - atendimento à família; - atividades comunitárias enfocando a integração do doente mental na comunidade e sua inserção social; - Os pacientes que frequentam o serviço por 4 horas (um turno) terão direito a duas refeições; os que frequentam por um período de 8 horas (2 turnos) terão direito a três refeições.

2.5 - Recursos Humanos A equipe técnica mínima para atuação no NAPS/CAPS, para o atendimento a 30 pacientes por turno de 4 horas, deve ser composta por: - 1 médico psiquiatra; - 1 enfermeiro; - 4 outros profissionais de nível superior (psicólogo, assistente social, terapeuta ocupacional e/ou outro profissional necessário à realização aos trabalhos); - profissionais de níveis médio e elementar necessários ao desenvolvimento das atividades.

2.6 - Para fins de financiamento pelo SIA/SUS, o sistema remunerará o atendimento de até 15 pacientes em regime até 2 turnos (8 horas por dia) e mais 15 pacientes por turno de 4 horas, em cada unidade assistencial.

3. NORMAS PARA O ATENDIMENTO HOSPITALAR (SISTEMA DE INFORMAÇÕES HOSPILARES DO SUS)

1. Hospital - dia 1.1. - A instituição de hospital dia na assistência em saúde mental representa um recurso intermediário entre a internação e o ambulatório, que desenvolve programas de atenção de cuidados intensivos por equipe multiprofissional, visando substituir a internação integral. À proposta técnica deve abranger um conjunto diversificado de atividades desenvolvidas em até 5 dias da semana (de 2? feira à 6? feira), com uma carga horária de 8 horas diárias para cada paciente.

1.2. - O hospital dia deve situar-se em área específica, independente da estrutura hospitalar, contando com salas para trabalho em grupo, sala de refeições, área externa para atividades ao ar livre e leitos para repouso eventual. Recomenda-se que o serviço de hospital dia seja regionalizado, atendendo a uma população de uma área geográfica definida, facilitando o acesso do paciente à unidade assistencial, Deverá estar integrada a uma rede descentralizada e hierarquizada de cuidados de saúde mental.

1.3 - A assistência ao paciente em regime de hospital dia incluirá as seguintes atividades: - atendimento individual (medicamentoso, psicoterápico, de orientação, dentre outros; - atendimento grupal (psicoterapia, grupo operativo, atendimento em oficina terapêutica, atividades socioterápicas, dentre outras;) - visitas domiciliares; - atendimento à família; - atividades comunitárias visando trabalhar a integração do paciente mental na comunidade e sua inserção social; - Os pacientes em regime hospital dia terão direito a três refeições: café da manhã, almoço e lanche ou jantar.

1.4 - Recursos Humanos A equipe mínima, por turno de 4 horas, para 30 pacientes /dia, deve ser composta por: - 1 médico psiquiatra; - 1 enfermeiro; - 4 outros profissionais de nível superior (psicólogo, enfermeiro, assistente social, terapeuta ocupacional e/ou outro profissional necessário à realização dos trabalhos : - profissionais de nível médio e elementar necessários ao desenvolvimento das atividades.

1.5 - Para fins de financiamento pelo SIH-SUS . Os procedimentos realizados no hospital /dia serão remunerados por AIH - para um máximo de 30 pacientes /dia. As diárias serão pagas por 5 dias úteis por semana, pelo máximo de 45 dias corridos. Nos municípios cuja proporção de leitos psiquiátricos supere a relação de um leito para 3.000 hab., o credenciamento de vagas em hospital /dia estará condicionado à redução de igual número de leitos contratados em hospital psiquiátrico especializado, segundo critérios definidos pelos órgãos gestores estaduais e municipais.

2. serviço de Urgência Psiquiátrica em Hospital Geral 2.1. - Os serviços de urgência psiquiátrica em prontos-socorros gerais funcionam diariamente durante 24 horas e contam com o apoio de leitos de internação para até 72 horas, com equipe multiprofissional. O atendimento resolutivo e com qualidade dos casos de urgência tem por objetivo evitar a internação hospitalar, permitindo que o paciente retorne ao convívio social, em curto período de tempo.

2.2. - Os serviços de urgência psiquiátrica devem ser regionalizados, atendendo a uma população residente em determinada área geográfica.

2.3. - Estes serviços devem oferecer, de acordo com a necessidade de cada paciente, as seguintes atividades: a) avaliação médica , psicológica e social; b) atendimento individual (medicamentoso, de orientação, dentre outros; c) atendimento grupal (grupo operativo, de orientação); d) atendimento á família (orientação, esclarecimento sobre o diagnóstico, dentre outros). Após a alta, tanto no pronto atendimento quanto na internação de urgência, o paciente deverá, quando indicado, ser referenciado a um serviço extra-hospitalar regionalizado, favorecendo assim a continuidade do tratamento próximo a sua residência. Em caso de necessidade de continuidade da internação, deve-se considerar os seguintes recursos assistenciais, hospital dia, hospital geral , e hospital especializado .

2.4 - Recursos Humanos No que se refere aos recursos humanos, o serviço de urgência psiquiátrica deve ter a seguinte equipe técnica mínima, período diurno serviço até l0 leitos para internações breve): - l médico psiquiatra ou 1médico clínico e 1psicólogo; - 1assistente social; - 1 enfermeiro; - profissionais de níveis médio e elementar necessários ao desenvolvimento das atividades.

2.5 - Para fins de remuneração no Sistema de Informações Hospitalares SIH, o procedimento Diagnóstico e/ou Primeiro Atendimento em Psiquiatria será remunerado exclusivamente nos prontos-socorros gerais.

3. Leito ou Unidade Psiquiátrica em Hospital Geral 3.1. - O estabelecimento de leitos/unidade psiquiátricas em hospitais Geral ou especializado, que seja referência regional e/ou estadual, a complementação normativa de que trata o último parágrafo do item 1 da presente Portaria, será de competência das respectivas Secretarias Estaduais de Saúde.

3.2 - O número de leitos psiquiátricos em hospital geral não deverá ultrapassar 10% da capacidade instalada do hospital, até um máximo de 30 leitos. Deverão, além dos espaços próprios de um hospital geral, ser destinadas salas para trabalho em grupo terapias, grupo operativo, dentre outros. Os pacientes deverão utilizar área externa do hospital para lazer, educação física e atividades sócio terápicas.

3.3 - Estes serviços devem oferecer, de acordo com a necessidade de cada paciente, as seguintes atividades: a) avaliação médico psicológica e social; b) atendimento individual (medicamentoso, psicoterapia breve, terapia ocupacional , dentre outros ; c) atendimento grupal (grupo operativo, psicoterapia em grupo, atividades sócio terápica); d) abordagem a família: orientação sobre o diagnóstico, o programa de tratamento, alta hospitalar e a continuidade do tratamento; e) preparação do paciente para a alta hospitalar garantindo sua referencia para a continuidade do tratamento em unidade de saúde com programa de atenção compatível com, sua necessidade ambulatorial, hospital dia, núcleo/centro de atenção psicossocial, visando prevenir a ocorrência de outras internações.

3.4 - Recursos Humanos A equipe técnica mínima para um conjunto de 30 leitos, no período diurno, deve ser composta por: - 1médico psiquiatra ou 1médico clínico e 1psicólogo; - 1 enfermeiro; - 2 profissionais de nível superior (psicólogo, assistente social e/ou terapeuta ocupacional; - profissionais de níveis médio e elementar necessários ao desenvolvimento das atividades.

3.5 - Para fins de financiamento pelo Sistema de Informações Hospitalares (SIH-SUS): o procedimento 63.001.l0-1 (Tratamento Psiquiátrico em Hospital Geral ) será remunerado apenas nos hospitais gerais.

4. Hospital Especializado em Psiquiatria

4.1 - Entende-se como hospital psiquiátrico aquele cuja maioria de leitos se destine ao tratamento especializado de clientela psiquiátrica em regime de internação. -

4.2 - Estes serviços devem oferecer, de acordo com a necessidade de cada paciente, as seguintes atividades: a) avaliação médico psicológica e social; b) atendimento individual medicamentos , psicoterapia breve, terapia ocupacional, dentre outros ; c) atendimento grupal (grupo operativo, psicoterapia em grupo, atividades socioterápicas ; d) abordagem á família: orientação sobre o diagnóstico, o programa de tratamento, a alta hospitalar e a continuidade ao tratamento; e) preparação ao paciente para a alta hospitalar garantindo sua referência para a continuidade da tratamento em unidade de saúde com programa de atenção compatível com sua necessidade ambulatorial, hospital dia, núcleo/centro de atenção psicossocial), visando prevenir a ocorrência de outras internações.

4.3 - Com vistas a garantir condições físicas adequadas ao atendimento de clientela psiquiátrica internada, deverão ser observados o parâmetros das Normas Específicas referentes à área de engenharia e arquitetura em vigor expedidas pelo Ministério da Saúde,

4.4. - O hospital psiquiátrico especializado deverá destinar 1 enfermeira para intercorrências clínicas, com um mínimo de 6m2/leito é número de leitos igual a 1/50 do total do hospital, com camas Fowler, oxigênio, aspirador de secreção, vaporizador, nebulizador e bandeja ou carro de parada, e ainda: - sala de curativo ou, na inexistência desta, 01 carro de curativos para cada 3 postos de enfermagem ou fração; - área externa para deambulação e/ou esportes, igual ou superior à área construída.

4.5. - O hospital psiquiátrico especializado deverá ter salas de estar, jogos, etc., comum mínimo de 40m2, mais 20m2 para cada100 leitos a mais ou fração, com televisão e música ambiente nas salas de estar.

4.6. - Recursos Humanos Os hospitais psiquiátricos especializados deverão contar com, no mínimo: - - l médico plantonista nas 24 horas; - 1 enfermeiro das 7:00 às 19:00 horas, para cada 240 leitos; E ainda: - para cada 40 pacientes, com 20 horas de assistência semanal distribuídas no mínimo em 4 dias, 1 médico psiquiatra e 1 enfermeiro. - Para cada 60 pacientes, com 20 horas de assistência semanal, distribuídas no mínimo em 4 dias, os seguintes profissionais: - 1 assistente social; - 1 psicólogo; - 1 terapeuta ocupacional; - 2 auxiliares de enfermagem;
E ainda: - 1clínico geral para cada 120 pacientes. - l nutricionista. Frmacêutico. O psiquiatra plantonista poderá também compor uma das equipes básicas como psiquiatra assistente, desde que, além de seu horário de plantonista cumpra 15 horas semanais em, pelo menos, três outros dias da semana.

4 . DISPOSIÇÃO GERAIS

1)- Tendo em vista a necessidade de humanização da assistência, bem como a preservação dos direitos de cidadania aos pacientes internados, os hospitais que prestam atendimento em psiquiatria deverão seguir as seguintes orientações: - está proibida a existência de espaços restritivos ,celas fortes; - deve ser resguardada a inviolabilidade da correspondência dos pacientes internados; - deve haver registro adequado dos procedimentos diagnósticos e terapêuticos efetuados nos pacientes; - os hospitais terão prazo máximo de 1 um 1 ano para atenderem estas exigências a partir de cronograma estabelecido pelo Órgão Gestor Local.

2)- Em relação ao atendimento em regime de internação em hospital geral objetiva oferecer uma retaguarda hospitalar para os casos em que a internação se faca necessária, após esgotar todas as possibilidades de atendimento em unidades extra-hospitalares e de urgência. Durante o período de internação, a assistência ao cliente será desenvolvida por equipe multiprofissional.

Proposta Mini Documetário

1.1 Delimitação do tema

Em abril de 2001 o Congresso Nacional sancionou a Lei número 10.216, também conhecida como “Lei Paulo Delgado” e como “Lei da Reforma Psiquiátrica”, que institui um novo modelo de tratamento aos pacientes com transtornos mentais no Brasil. Esta lei orienta e define os cuidados que devem ser aplicados aos portadores de transtornos mentais pelo Estado, além de estabelecer os direitos dos pacientes e regular as internações psiquiátricas. Em tese, a lei prevê a substituição dos hospitais psiquiátricos por centros de atenção psicossocial, os chamados CAPs, modelo espelhado em Trieste, na Itália.
Os CAPs são unidades de atendimento intensivo e diário e contam com a presença de diversos profissionais como psicólogo, psiquiatra, enfermeiro, auxiliar de enfermagem, assistente social, terapeuta ocupacional, nutricionista, estagiários, “oficineiros”, cozinheiros, faxineiros e vigias. Estes centros oferecem cuidados intensivos, semi-intensivos ou não intensivos aos pacientes diagnosticados como neuróticos ou psicóticos graves que já tenham histórico de internação e/ou tratamento. Ao contrário do tratamento oferecido no hospital psiquiátrico, os CAPs apresentam um modelo de tratamento alternativo, permitindo que os usuários recebam atendimento, além de permanecerem mais tempo junto às famílias e comunidades. A proposta dos Centros é de oferecer tratamento e incentivar a re-inserção social dos pacientes.
A implantação do novo sistema de atendimento aos doentes mentais vem promovendo debates sobre o tratamento aplicado há séculos pela psiquiatria clássica. De um lado, a Associação Brasileira de Psiquiatria defende o modelo antigo com ressalvas. Do outro, Organizações Não-Governamentais e movimentos organizados querem o fim das internações. Um dado é real: após a criação dos está ocorrendo a redução do número de internações em hospitais psiquiátricos. Diante deste cenário, nosso projeto consiste em produzir um mini-documentário de 21 minutos, cuja intenção é abrir a discussão sobre o atendimento aos portadores de transtornos mentais, explorando as questões ligadas à reformulação do atendimento prestado a esses pacientes.


1.2 Objetivo geral

A proposta é abrir a discussão para a sociedade apresentando os dois lados da história. Iremos entrevistar o presidente de uma das Federadas da Associação Brasileira de Psiquiatria, Sérgio Tamai, que defende as internações em instituições psiquiátricas, e também o membro da executiva nacional do Movimento de Luta Antimanicomial, o psiquiatra Pedro Carlos Carneiro, o qual batalha pela a extinção dos hospitais psiquiátricos. Também iremos entrevistar o coordenador dos CAPs no município de São Paulo para registrar e relatar, através de imagens, como é o tratamento oferecido por estes órgãos.
Referência brasileira em relação a hospitais psiquiátricos, a proposta deste mini-documentário é a de entrar no Complexo Psiquiátrico Juquery, em Franco da Rocha (SP), para observar, registrar e, posteriormente, relatar quais os procedimentos adotados nos dias atuais na internação dos portadores de doenças mentais. O projeto também conterá depoimentos de ex-internos de instituições psiquiátricas e que, hoje, são usuários de algum CAP.

1.3 Objetivos Específicos


Apresentar depoimentos de pessoas que passaram por tratamentos em instituições psiquiátricas e de pacientes que utilizam ou utilizaram os serviços dos CAPs, Centros de Atenção Psicossocial. Os depoimentos consistem em esclarecer as diferenças entre o tratamento de longa permanência e regime asilar e o tratamento oferecido diariamente pelos CAPs, que permite o retorno do paciente ao convívio familiar e com a comunidade.
Mostraremos também a opinião de psiquiatras, instituições psiquiátricas, sobre a questão da desinstitucionalização dos centros psiquiátricos e a implantação dos CAPs como alternativa de tratamento para determinadas afecções psiquiátricas. Dessa maneira é possível conhecer as opiniões profissionais relacionadas às vertentes a favor e contra o fim dos hospitais psiquiátricos.

1.4 Justificativa

O tema apresenta relevância social e cultural, uma vez que leva toda a sociedade a refletir sobre os prós e os contras em relação à desinstitucionalização das pessoas consideradas loucas. A primeira pergunta que surge é se os hospitais são mesmo essenciais para o tratamento dos portadores de doenças mentais, considerando a criação dos CAPs. O assunto levanta outra questão: Qual será o futuro dos hospitais psiquiátricos e, por que não acrescentar a esta pergunta, qual será o futuro de uma corrente da psiquiatria que defende as internações.
O formato documentário é essencial para este projeto pois mostra através do audiovisual uma realidade que, certamente, não faz parte do cotidiano da sociedade, que a cada dia se funde no individualismo, esquecendo das questões coletivas. O documentário dá cor e vida ao assunto, atrai todos os olhares para um cenário caótico, esquecido pelas autoridades.
O movimento, a cena, a música e a voz dada aos personagens que irão construir este projeto darão autenticidade ao assunto. Por isso o formato documentário se faz imprescindível neste projeto. Será através dele que iremos propor durante 21 minutos que o telespectador pare para refletir o tratamento dado aos doentes mentais. Através das imagens queremos mostrar que esses doentes têm nome, endereço, RG e CPF, mas devido a um transtorno mental são impossibilitados de agirem dentro das leis regidas pela Constituição Federal porque, em sua maioria, são classificados pela sociedade como “loucos”.
Dentro de todo este panorama, o projeto de documentário também abre precedentes para discussão sobre os fundamentos da psiquiatria clássica. O trabalho tem a intenção de mostrar as vertentes de especialistas que são a favor e os que são contra ao fim dos hospitais psiquiátricos contribuindo para uma discussão sobre o tratamento destinado às pessoas cometidas por afecções psiquiátricas.